Um diagnóstico amplo e detalhado vai servir de lastro para reflexões, definições e elaboração do planejamento estratégico da Cascavel de 2050. Em encontro na manhã desta sexta-feira, no auditório da Acic, o diretor de Planejamento da Urban Systems, André Montes da Cruz, apresentou pontos de um relatório recheado de indicadores e de informações que lançam luz sobre etapas seguintes da Cascavel do Futuro. O trabalho é liderado pelo Codesc, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel.
A Urban Systems é uma empresa de São Paulo com 20 anos de tradição. Ela tem projetos de vulto em seu portfólio, como concepção de cidades inteligentes, revitalização urbana de portos e consultoria a entidades e prefeituras. Parte das aferições e considerações tomam como base informações locais e a comparação dessas com as de outras seis cidades de porte semelhante – Gravataí (RS), Petrópolis (RJ), Taubaté (SP), Uberaba (MG), Anápolis (GP) e Ponta Grossa (PR).
Cascavel, devido aos seus índices e localização, é considerada uma capital de nível D – existem 200 cidades nessa condição atualmente no Brasil. “O diagnóstico mostra como a cidade funciona em relação ao País a partir de diversos números e informações”, ilustrou André. O diretor da Urban Systems disse que apenas apresentava ideias que devem ser debatidas e melhoradas pelo conjunto social do município. Entre as principais características de Cascavel está o seu forte crescimento com tecido urbano espalhado, e força regional.
O estudo mostra que há setores econômicos em bom estágio de crescimento e outros que sinalizam fragilidades. “Ao identificarmos isso é possível adotar políticas e medidas para revitalizar segmentos importantes à economia local”, conforme André. Ele também falou de macroacessibilidade e de comparativos de Cascavel com as outras seis cidades citadas no estudo. Em muitos aspectos, Cascavel está bem, mas em outros é possível perceber a necessidade de ações articuladas para avançar e alcançar os resultados esperados.
O diagnóstico leva aos próximos passos da elaboração da Cascavel de 2050, como o planejamento estratégico. A partir da análise dos dados e cenários, consideram-se projeções, mapeamentos e vetores de desenvolvimento, lógica urbana, cadeias produtivas e potenciais, entre outros. O ex-presidente do Codesc e atual vice da Fiep, Edson José de Vasconcelos, também fez considerações sobre a importância do trabalho em andamento. O atual presidente do Conselho de Desenvolvimento é o empresário Alci Rotta Júnior.
Os próximos passos será o aprofundamento de debates em setores, com a participação de lideranças, profissionais técnicos e poder público, os quais serão ouvidos possibilitando a construção de um plano de ações com prioridades definidas.
Crédito: Assessoria

0 comentário